Faz um mês, que tenho tido dias estranhos.

Mais estranhos são quando eles acabam em coisas que você não acha que estão próximos de ti.

Sexta feira foi um dia atípico. Começou triste e foi um dos dias mais dolorosos da minha vida, como ser humano.

Doido porque a morte nunca passou tão perto, mas de um jeito que não me afetava pessoalmente. Da forma que foi, me chocou e me arrepia até agora.

A morte também é um tabu. Não estamos acostumados e nem preparados para lidar com ela. Já perdi entes queridos, já perdi bichos queridos, mas nunca havia presenciado um suicídio. É chocante, é pesado. E me faz questionar tanta coisa…

O que leva uma pessoa a querer acabar com a sua vida, de uma forma que não encontre respostas ou só encontre respostas na morte? Já perdi um conhecido que se foi dessa forma, mas eu só soube depois do ocorrido. Não consigo ter a compreensão que o assunto merece, e não sei se é muita coragem ou se é egoísmo das pessoas em largar tudo aqui.

A cabeça deve pirar, te tirar do prumo, sei lá. Já tive esses momentos de depressão que é uma filha da mãe, mas eu consegui pedir ajuda (profissional) e não me recordo de ter pensamentos suicidas.

Por quê esse assunto agora? Porque uma senhora se atirou de um prédio na sexta feira, na frente do meu trabalho. Ver a 985792571ca37afd600f1667b8d96b5emovimentação, a comoção, o corpo, o sangue, o SAMU,  a ressuscitação, tudo isso mexeu comigo.

E isso me pegou de uma forma… o que a tristeza te leva a fazer? O que a falta de respostas, a falta de um ente querido, a falta de qualquer coisa pode fazer conosco?

Não podemos ficar doentes. Não podemos perder tempo. O hoje é o agora, o tempo de fazer o que precisa ser feito, o ontem passou e amanhã pode ser tarde demais.

Clichê, mas a pura realidade.

Fiquem bem.

Eu to tentando.